
Dicas para emagrecer
Saiba qual o erro mais comum quando tenta regular ou até perder peso e como resolvê-lo.
Mais do que perder peso, mudar os alimentos, controlar as ânsias e desejos, ou iniciar uma clássica guerra com a balança, o segredo é entender e melhorar a sua relação com a comida e, mais precisamente, com os alimentos.
Querer melhorar a alimentação agindo sobre os alimentos ou sobre o acto de comer, é como querer virar um carro, virando as rodas.. Sabendo bem que um carro se vira e controla pelo volante, ou mais recentemente e futuramente, com um simples controlo eletrónico, a melhor investida é sobre si mesma(o).
Este é o segredo. Defina-se como a pessoa que quer ser. Defina que tipo de pessoa quer ser quando chega a altura de comer, de escolher uma refeição, de fazer compras, de se nutrir, de se compensar. Quando chega a hora de se alimentar, pense em quem é ou quer ser e haja como tal. Influenciar quem é, tem muito mais resultados do que tentar influenciar o que quer fazer.
Siga-me neste exemplo.
Perante a seguinte pergunta: “este chocolate é óptimo, quer um pouco?”, repare na diferença entre as duas posturas e respostas:
uma pessoa que diz: “não, obrigado, estou em dieta, preciso perder um pouco de peso” – esta é uma pessoa que usa a força de vontade, que actua sobre o processo (comer chocolate), mas que continua a ser uma pessoa que come chocolate, mas que agora se está a controlar, que está controlar o processo (comer) ou o resultado (menos peso);
uma pessoa que diz: “não obrigado, mas não como doces (entenda-se doces, como um consumo de açúcar refinado, não alimentos de sabor doce)” – esta é uma pessoa que actua sobre a sua identidade e a afirma com orgulho e sem receio que é uma pessoa que não come doces, logo, naturalmente, não come chocolate, logo não tem de controlar nada, apenas age em conformidade .
Repare que, para uma pessoa que não come doces, não comer chocolate, não é sacrifício, mas sim uma coerência. Tal como deixar de fumar, a pessoa que passa a fumar metade dos cigarros, perde aos pontos com a pessoa que se assume como não fumadora. Perde, na coerência interna e cerebral e no grau de exigência que é não fumar, ou fumar menos. Estou a deixar de fumar vs estou a deixar de ser fumador; não fumo vs não sou fumador.
Uma pessoa que se assume como não fumadora, ou que não come doces, não fuma e não come doces, ponto final. Não é uma questão de estratégia ou de força de vontade, é simplesmente, um facto e uma coerência com quem é – é a sua identidade.
Assim, criar um hábito (desejado, ou saudável), começa com a mudança de identidade e com a assunção da pessoa que queremos ser. O peso, a saúde, a forma física, o formato do corpo, são só consequências disso mesmo, ou seja, os resultados.
Outra grande mais-valia deste processo, é a consistência e a durabilidade. Não há flutuações.
1º Assume-se como uma pessoa que não come doces;
2º não come doces;
3º como resultado sente-se mais saudável, bonita(o) e com energia;
4º este resultado reforça positivamente a identidade e o processo perpetua-se.
Por isso, se quer controlar o seu peso ou até perder alguns kilos ou gramas, mas acima de tudo, sentir-se saudável, olhe para si, defina uma intenção sobre quem é e como quer ser e o resultado é inevitável.
É claro que o processo não é fácil e que vai sentir-se desafiado muitas vezes e que vai sofrer tentativas de engano levadas a cabo pelo seu próprio cérebro e biologia. Pois há vários tipos de fome que despoletam o impulso de consumo alimentar. Para saber mais sobre este tema, veja ou reveja o live sobre Relação emocional com a comida AQUI
Em resumo, devemos agir sobre a nossa relação com a comida, mais do que agir sobre o processo de comer. Devemos definir a nossa identidade em função de quem somos ou queremos ser, em vez de recorrer ao controlo, pois é assim que conseguimos consistência e resultados duradouros.
Autor: Mário Costa – Fisioterapeuta Especialista e Coach Profissional


